Maria, Maria

Maria, Maria

Foi a primeira vez que ouviu. Foi ao lado dele. “Uma certa magia”.

Existem memórias que dormem e acordam – inerentes, inseparáveis, obedecendo ao ciclo da vida. Íntimas, abandonam os sonhos e tornam-se reais novamente. Naquele dia, não resistiu às recordações que inundaram seus pensamentos. Foi inevitável ouvir aquela música. “Uma força que nos alerta”.

Os primeiros acordes começaram tarde da noite. Ninguém imaginou que a reunião de amigos, disputando-se pelo direito de falar e ouvir, transformaria-se em coro coletivo, recitando maravilhas da música brasileira. Entre eles, o saxofonista cantou, batucou e tocou gaita. Entre elas, a bela voz feminina despertou inveja e ao coro acrescentou candura e sensualidade. “Uma mulher que merece”.

Entre eles, estavam os dois – olhando-se. “Viver e amar” 

Foi naquele dia que se percebeu apaixonada. “Como outra qualquer do planeta”. 

Maria, Maria…

 

Aline Serfaty

3 comentários sobre “Maria, Maria

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