Por quê?

na calçada

Vesti o meu melhor disfarce e segui. Vestida de coragem, segui sem saber o caminho. Segui em busca de uma resposta. Segui por medo de ficar parada. Segui por desespero. Segui simplesmente por estar viva.

Sem saber rezar, pedi à vida que ajeitasse o que estava fora do lugar. Que me trouxesse o que sequer sabia precisar. Que me tirasse o que sequer sabia me machucar.

Queria entender. Queria poder te perguntar. Queria que pudesse me responder. Por quê? Por que não? Por que quase? Por que tão intenso? Por que tão pouco?

Há tanto barulho no silêncio. E tanto desejo no afastamento. Tanta dor num beijo. Tanto prazer na dor. Somos tão determinados em perder. Tão fracos para ganhar.

Estava escrito. Mas nunca foi dito.

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